Au revoir Nantes...
Não sei bem como começar o post, há varias ideias e várias sensações ao mesmo tempo.
Cheguei ao fim da linha desta aventura de 4 meses.
O fim de uma página que corajosamente quis escrever, o fim de um pequeno ciclo.
É engraçado, quando cheguei aqui e não conhecia ninguém, lembro-me de contar os dias que faltavam para o regresso. Agora, perto do fim, tento evitar falar nele.
A maior parte das despedidas estão feitas, não fiz muitos amigos, aliás posso mesmo contá-los pelos dedos, mas acho que fiz os amigos certos, foi essa a sensação que tive no regresso a casa depois de um último copo num bar de Nantes com eles. Quando começamos a sentir desde logo saudade, sabemos que conhecemos as pessoas certas.
Nos últimos dias tenho feito uma lista mental de todas as coisas que não fiz e que planeara ter feito, penso se teria mudado alguma coisa durante todo este tempo. É complicado analisar desta forma.
Queria ter viajado um pouco por todo o país, mas cedo compreendi que precisaria bem mais de 4 meses para o fazer, no entanto, acho que conheci os sitios certos, com as pessoas certas.
Tive a sorte de ter familia não muito longe daqui, que me fez sentir em casa e ajudou a controlar as saudades de Portugal.
Conheci esta cidade. A cidade que a 7 de Fevereiro me pareceu fria e arrogante e que deixo amanhã, com saudade de cada sitio por onde passei.
O ritmo acelerado a que a vida corre aqui, muito diferente do que estava habituado.
As pessoas, as culturas, a "verdadeira manta de retalhos" que um dia um professor de Francês falou.
A lingua, que julgava conhecer e que aprendi não ser bem a mesma que a que se aprende na escola.
Tanta coisa para falar que não sei sequer por onde começar e acabar.
A experiência marca por si. Acho que esta é uma das lições que tiro daqui.
Aprendi mais em 4 meses que em 4 anos. Acredito que mudei.
Sinto que saio daqui mais confiante. Sinto que progredi. Não só a nivel linguistico. Tenho concepções diferentes das que tinha há 4 meses atrás.
Se tivesse que escolher uma musica para este momento, "pediria" a Frank Sinatra o seu "My Way", porque sinto que vivi de forma bastante intensa estes quatro meses, porque os vivi à minha maneira, porque chego ao fim e tenho saudades de quase tudo e de todos.
A vida poderá ser tudo, menos previsivel.
Não deixo França como gostaria, o destino reserva-nos pequenos caprichos que não cabe a ninguém prever ou alterar.
Perdi alguém de muito querido esta semana, mas sinto-me feliz por ter estado uma ultima vez ao seu lado enquanto pude.
Saio de França da mesma forma como entrei - triste. Triste na chegada porque deixei para trás tudo e todos, triste na despedida porque deixo para trás aquela que foi a minha cidade durante 4 meses e amigos e familia que me receberam de braços abertos.
A quem por ventura ler isto, talvez lhe pareça confuso perceber. Não tentem perceber, partam à aventura. A vida é curta demais para ser desperdiçada.
Aos meus amigos, os meus "novos amigos", vos digo, provavelmente com alguns erro à mistura, "je suis vraimment content de vous trouver, vous êtes des personnes extraordinaires, je ne vous oublierai jamais, et je vous attend chez moi au Portugal bientôt".
Àqueles que dentro de alguns dias vou encontrar, obrigado pela força que me deram, os amigos - quando falaram comigo e os que me enviaram mensagens de força. Vocês sabem o valor que têm para mim.
Aos meus pais que me apoiaram desde a primeira ideia (ainda que primitiva, de ir para a Polónia), e fundamentalmente a ti Ana, mais que namorada és a amiga que está sempre comigo e me apoias em tudo. A tua vinda a França reforçou os meus niveis de confiança e deu-me coragem para chegar até aqui.
Por fim e nao menos importante, "merci á toute ma famille à Tours, je sais même pas comme est-ce que je peut vous remercier pour tout ce que vous avez fait. Merci d'être lá pour les moments dont la courage n'etait pas trés forte. Bonne courage pour l'avenir, vous savez de quoi je parle. Il faut que la vie continue, ceux qu'on aime seront toujours dans nos coeurs. Gros bisoux à vous tous. "
Poucas vezes senti a minha cabeça tao confusa como agora (oui, dans ma tête c'est le vrai bordel...). Sinto que fiz parte desta cidade, deste pais.
Fui um estrangeiro no meio de estrangeiros, um emigrante priveligiado, de malas e bagagens feitas (ou quase) para regressar à terra de Camões.
Para recordar, a ultima foto com os amigos "internacionais"...
Da esquerda para a direita: Ramy (Libano), eu, Marie (Grécia), François (Brasil), Luz (tuga também), Emma (Brasil) e Aga (Polónia).
À bientôt...
Cheguei ao fim da linha desta aventura de 4 meses.
O fim de uma página que corajosamente quis escrever, o fim de um pequeno ciclo.
É engraçado, quando cheguei aqui e não conhecia ninguém, lembro-me de contar os dias que faltavam para o regresso. Agora, perto do fim, tento evitar falar nele.
A maior parte das despedidas estão feitas, não fiz muitos amigos, aliás posso mesmo contá-los pelos dedos, mas acho que fiz os amigos certos, foi essa a sensação que tive no regresso a casa depois de um último copo num bar de Nantes com eles. Quando começamos a sentir desde logo saudade, sabemos que conhecemos as pessoas certas.
Nos últimos dias tenho feito uma lista mental de todas as coisas que não fiz e que planeara ter feito, penso se teria mudado alguma coisa durante todo este tempo. É complicado analisar desta forma.
Queria ter viajado um pouco por todo o país, mas cedo compreendi que precisaria bem mais de 4 meses para o fazer, no entanto, acho que conheci os sitios certos, com as pessoas certas.
Tive a sorte de ter familia não muito longe daqui, que me fez sentir em casa e ajudou a controlar as saudades de Portugal.
Conheci esta cidade. A cidade que a 7 de Fevereiro me pareceu fria e arrogante e que deixo amanhã, com saudade de cada sitio por onde passei.
O ritmo acelerado a que a vida corre aqui, muito diferente do que estava habituado.
As pessoas, as culturas, a "verdadeira manta de retalhos" que um dia um professor de Francês falou.
A lingua, que julgava conhecer e que aprendi não ser bem a mesma que a que se aprende na escola.
Tanta coisa para falar que não sei sequer por onde começar e acabar.
A experiência marca por si. Acho que esta é uma das lições que tiro daqui.
Aprendi mais em 4 meses que em 4 anos. Acredito que mudei.
Sinto que saio daqui mais confiante. Sinto que progredi. Não só a nivel linguistico. Tenho concepções diferentes das que tinha há 4 meses atrás.
Se tivesse que escolher uma musica para este momento, "pediria" a Frank Sinatra o seu "My Way", porque sinto que vivi de forma bastante intensa estes quatro meses, porque os vivi à minha maneira, porque chego ao fim e tenho saudades de quase tudo e de todos.
A vida poderá ser tudo, menos previsivel.
Não deixo França como gostaria, o destino reserva-nos pequenos caprichos que não cabe a ninguém prever ou alterar.
Perdi alguém de muito querido esta semana, mas sinto-me feliz por ter estado uma ultima vez ao seu lado enquanto pude.
Saio de França da mesma forma como entrei - triste. Triste na chegada porque deixei para trás tudo e todos, triste na despedida porque deixo para trás aquela que foi a minha cidade durante 4 meses e amigos e familia que me receberam de braços abertos.
A quem por ventura ler isto, talvez lhe pareça confuso perceber. Não tentem perceber, partam à aventura. A vida é curta demais para ser desperdiçada.
Aos meus amigos, os meus "novos amigos", vos digo, provavelmente com alguns erro à mistura, "je suis vraimment content de vous trouver, vous êtes des personnes extraordinaires, je ne vous oublierai jamais, et je vous attend chez moi au Portugal bientôt".
Àqueles que dentro de alguns dias vou encontrar, obrigado pela força que me deram, os amigos - quando falaram comigo e os que me enviaram mensagens de força. Vocês sabem o valor que têm para mim.
Aos meus pais que me apoiaram desde a primeira ideia (ainda que primitiva, de ir para a Polónia), e fundamentalmente a ti Ana, mais que namorada és a amiga que está sempre comigo e me apoias em tudo. A tua vinda a França reforçou os meus niveis de confiança e deu-me coragem para chegar até aqui.
Por fim e nao menos importante, "merci á toute ma famille à Tours, je sais même pas comme est-ce que je peut vous remercier pour tout ce que vous avez fait. Merci d'être lá pour les moments dont la courage n'etait pas trés forte. Bonne courage pour l'avenir, vous savez de quoi je parle. Il faut que la vie continue, ceux qu'on aime seront toujours dans nos coeurs. Gros bisoux à vous tous. "
Poucas vezes senti a minha cabeça tao confusa como agora (oui, dans ma tête c'est le vrai bordel...). Sinto que fiz parte desta cidade, deste pais.
Fui um estrangeiro no meio de estrangeiros, um emigrante priveligiado, de malas e bagagens feitas (ou quase) para regressar à terra de Camões.
Para recordar, a ultima foto com os amigos "internacionais"...
À bientôt...
