2008 já aí...
...2007 já lá vai.
Saúde, felicidade, paz - tudo o que é bonito pedir mas que ninguém realmente aponta como prioridade.
Aí está um ano de 2008 com mais do mesmo: aumentos a torto e a direito em tudo o que se possa imaginar, sendo que no final do mês a folha de vencimento continuará a viver em 2007.
Não consigo conceber a viragem do ano como nada de novo. Nada começa verdadeiramente. Haverá alguém que realmente queira abdicar de tudo e queira recomeçar algo do zero?
Vejo-a antes como um mero detalhe no calendário, um golpe de baú para alguns e, na grande generalidade, um "continuous act" do que sempre tivemos.
E o que tivemos este ano não foi bom, queixam-se as estatisticas. Desemprego em alta, salários em baixa, saúde em queda.
É um facto, andamos todos descontentes. Eu próprio me sinto enganado pelos doutores e engenheiros que gerem este país que há cerca de um par de anos também eu elegi. Critico-os, mas em boa verdade não vejo quem possa fazer melhor. A Oposição passará mais dois anos de férias já que encontra num Governo (de maioria!) um aliado.
Será grave quando o desinteresse pela politica assumir contornos graves, mas já estivemos mais longe desse cenário.
2007 foi para mim um ano marcante. Ao ter a oportunidade de sair do país pude ver novas realidades, e sobretudo novas dificuldades. Aprendi a dar valor ao pouco ou ao muito que temos, a conhecer pessoas que por ironia do destino trocariam o dobro dos meus "problemas" por uma palavra de três letras que está a esvaziar-se de significado.
Significado foi também algo que juntei à palavra saudade, de tantas e tantas vezes a usei (e só agora percebo) sem o significado que lhe era devido.
A saudade é a palavra que define o meu ano de 2007. Por todos os que conheci, por todos os que fizeram parte da minha vida, por todos os que perto ou longe tenho o prazer de chamar amigos, por quem chorou pela minha falta, por familiares que o tempo levou e alguém especial que decidiu que o seu tempo havia terminado.
Existe uma frustração enorme ao tentar perceber o porquê de coisas para as quais não existe lógica aparente.
Disto, como em tudo na vida, posso tirar mais uma lição. Nada é eterno, o que tomamos por certo hoje pode fugir-nos pelos dedos amanhã.
Se 2008 não quiser ser melhor que 2007, que não seja pior.
Bom ano.
Saúde, felicidade, paz - tudo o que é bonito pedir mas que ninguém realmente aponta como prioridade.
Aí está um ano de 2008 com mais do mesmo: aumentos a torto e a direito em tudo o que se possa imaginar, sendo que no final do mês a folha de vencimento continuará a viver em 2007.
Não consigo conceber a viragem do ano como nada de novo. Nada começa verdadeiramente. Haverá alguém que realmente queira abdicar de tudo e queira recomeçar algo do zero?
Vejo-a antes como um mero detalhe no calendário, um golpe de baú para alguns e, na grande generalidade, um "continuous act" do que sempre tivemos.
E o que tivemos este ano não foi bom, queixam-se as estatisticas. Desemprego em alta, salários em baixa, saúde em queda.
É um facto, andamos todos descontentes. Eu próprio me sinto enganado pelos doutores e engenheiros que gerem este país que há cerca de um par de anos também eu elegi. Critico-os, mas em boa verdade não vejo quem possa fazer melhor. A Oposição passará mais dois anos de férias já que encontra num Governo (de maioria!) um aliado.
Será grave quando o desinteresse pela politica assumir contornos graves, mas já estivemos mais longe desse cenário.
2007 foi para mim um ano marcante. Ao ter a oportunidade de sair do país pude ver novas realidades, e sobretudo novas dificuldades. Aprendi a dar valor ao pouco ou ao muito que temos, a conhecer pessoas que por ironia do destino trocariam o dobro dos meus "problemas" por uma palavra de três letras que está a esvaziar-se de significado.
Significado foi também algo que juntei à palavra saudade, de tantas e tantas vezes a usei (e só agora percebo) sem o significado que lhe era devido.
A saudade é a palavra que define o meu ano de 2007. Por todos os que conheci, por todos os que fizeram parte da minha vida, por todos os que perto ou longe tenho o prazer de chamar amigos, por quem chorou pela minha falta, por familiares que o tempo levou e alguém especial que decidiu que o seu tempo havia terminado.
Existe uma frustração enorme ao tentar perceber o porquê de coisas para as quais não existe lógica aparente.
Disto, como em tudo na vida, posso tirar mais uma lição. Nada é eterno, o que tomamos por certo hoje pode fugir-nos pelos dedos amanhã.
Se 2008 não quiser ser melhor que 2007, que não seja pior.
Bom ano.
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