4 de fevereiro de 2008

Era uma vez 2004..

Podia começar assim uma história.

Uma história de um tempo passado que está presente a cada saída, a cada ensaio, a cada copo, a cada conversa de café...

Um tempo em que tempo era mais que muito, em que os dias eram noites e as noites não tinham fim.

Quis ser 2004 o ano em que tudo mudou. O "ano" académico. O ano de caloiro, o ano em que rebolava no chão e não "piava", o ano de tuna, de (mais) novos amigos.

Grande ano.

Esta semana, por um ou dois dias que fosse, revivi (parte de) tudo.

A Look perdeu a mística da Quarta-Feira, a pista já não enche, já ninguém se acotovela para chegar ao bar. Acabaram os jogos que tornaram célebres alguns de nós e o tempo, uma vez mais o tempo, de tornar nossas estas noites.

Uma pista em tempos envolta em fumo é hoje marcada por autocolantes vermelhos a que a legislação obriga.
O canto, debaixo das escadas, ponto de referencia para a TOCA, está vazio.
Vazio, ou sem dono fixo.

Pois é. Em tres anos, pouco mais, muito mudou. Mas...isto já foi nosso.

Não haverão por certo muitos que tal possam dizer, ou que tantas histórias tenham para contar.

Na hora em que o fim está (todos os dias) cada vez mais próximo, ainda me lembro da minha "primeira-bebedeira-de-caixão-à-cova-que-foi-de-tal-ordem-que-prometi-para-
-mim-mesmo-que-nunca-mais-iria-beber-como-se-não-houvesse-amanha", no Convivio...

...dias mais tarde constataria que fazer promessas durante uma ressaca era de facto uma treta.

Quase tudo está como antes. Uns bares "apagaram-se", outros despontaram.
Uns partiram, outros chegaram. Houve quem desistisse e quem ficasse.

Haverá também muitos que como eu terão um não-acabar de historias para contar ou para continuar a viver.

A minha,essa, continuo a escrevê-la todos os dias, cada vez com menos reticências mas já com algumas vírgulas.

"Amigos que foram e outros que já não voltam", foi esta a frase que se compôs na minha cabeça segundos depois de beber o terceiro "beirão" onde só há gente boa. Sem sentido no momento, começou a ganhá-lo desde que olhei para o pavilhão do Inatel.

Em 2004 tudo era mais simples. Éramos mais, em tudo.